J. D. Salinger, 1919-2010
Que a terra lhe seja leve.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Relembrando
O vídeo é de má qualidade (aumenta que isso aí é rock'n'roll, meu filho!), mas dá pra ter uma idéia do Violeta de Outono, uma banda paulistana dos anos 80 que foi a melhor cópia de rock inglês já feita em terra brasilis.
A música, "Dia Eterno", pode ser definida como a melhor música que o Echo & The Bunnymen nunca gravou. ;-)
A música, "Dia Eterno", pode ser definida como a melhor música que o Echo & The Bunnymen nunca gravou. ;-)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Shiatsu infernal
Regularmente eu me dou o prazer de uma massagem - mas é massagem mesmo, shiatsu, não o que vocês estão pensando, seus pervertidos. Normalmente, tenho minhas massagistas preferidas, mas hoje eu não encontrei nenhuma delas na clínica onde faço a massagem. Ao invés disso, dei de cara com uma massagista que parecia mais uma caminhoneira e chupava displicentemente um pirulito sabor cereja (ou é o que parecia, pelo cheiro).
Desconfiado, eu disse que iria fazer apenas 15 minutos de massagem - e foi a pior decisão que eu tomei nos últimos tempos. Depois de estar acomodado na cadeira, eu a escutei esfregar as mãos - pensei que era para aquecê-las, mal sabia eu que provavelmente era a feliz antecipação por ter mais uma vítima a seu dispor.
A mulher partiu para cima de mim como uma leoa ferida protegendo os filhotes contra um predador. Foi pancadaria da grossa. Enquanto ela me apertava como se quisesse fazer o sangue sair pelas bolas dos meus olhos, e enquanto ela me amassava como se eu fosse uma batata cozida, eu tentei lembrar que mal eu poderia ter feito àquela criatura. Isso quando eu conseguia pensar, porque a dor me impedia de concatenar duas frases inteligíveis. Ao invés de gritar para que aquela tortura medieval acabasse, eu me vi envergonhado, sem querer dizer a ela que Satanás em pessoa provavelmente se queixaria de tal tratamento.
E ela continuou a me bater impiedosamente, como se eu fosse o responsável por tudo de ruim que houvesse acontecido na vida dela. Quando ela chegou no couro cabeludo, parecia querer arrancar tufos do meu cabelo, certamente para usá-los em algum ritual estranho e demoníaco. Nunca 15 minutos demoraram tanto a passar. Meu medo é que ela resolvesse massagear minhas pernas e me deixar manco para sempre. Felizmente, parece que os 15 minutos não incluíam a massagem nas pernas, e respirei aliviado por isso.
Quando ela terminou, meu primeiro impulso foi procurar o IML para fazer um exame de corpo de delito. Ainda tive de pagar pela surra. Agora confesso que estou com medo. Medo de que no meio da noite ela apareça no meu quarto e diga a palavra fatal: "Relaxe."
sábado, 31 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Poço dos desejos
Só uma tirinha do Perry Bible Fellowship para não dizerem que eu não atualizo o blog:
Veja em tamanho maior aqui.
Veja em tamanho maior aqui.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Não tem talento? Aprenda a técnica!
Eu me meti neste ofício de escrever já há muitos anos, e, embora minha produção não seja caudalosa, gosto de pensar que o que escrevo ao menos tem alguma arte.
Então, de repente, abro meus emails hoje e dou de cara com um spam que anuncia um "workshop de técnicas para escrever ficção". O remetente é um tal Júlio Rocha, que aparentemente promete ensinar as técnicas dos escritores de sucesso a qualquer um que queira se tornar escritor. Ele ensina como criar personagens "inesquecíveis", como escrever diálogos "inteligentes", como trabalhar sentidos e emoções no texto, e mais um monte de detalhes, incluindo "inícios e finais impactantes".
Em resumo: se você não tem o talento, então aprenda as técnicas e escreva um best-seller.
É um fato que para tudo o que se faz existe uma técnica que pode ser aprendida. Eu não sei chongas sobre conserto de motores, mas posso aprender as técnicas para fazê-lo. Também estou longe de ser um instrumentista, mas qualquer um pode aprender uns acordes básicos e arranhar um violão ou uma guitarra. O problema é que a técnica ensina tudo, menos o principal: a arte. A arte depende do talento.
Quando mais novo, eu tentei pintar quadros a óleo. Meus pais até me ajudaram, comprando uns fascículos que ensinavam o básico da profissão: como fazer esboços, como usar tintas e pincéis etc. Não consegui ir muito além de uma cópia mal ajambrada de um quadro de Van Gogh e de uma natureza morta que parecia particularmente morta (e espero que tenha sido enterrada). Descobri ali que eu era muito melhor ao inventar descrições sarcásticas para os meus quadros do que para propriamente pintá-los. Se eu tivesse persistido, não tenho dúvidas de que conseguiria sair daquele estágio e produzir coisas até visualmente agradáveis. Mas "visualmente agradável" não equivale a "artístico" e eu nunca conseguiria continuar sabendo que não passaria de um pintor medíocre. Eu não tinha talento para a pintura.
E aqui voltamos ao bem-intencionado spam que eu recebi. O sujeito que oferece o workshop está na dele, certamente precisa comprar o leitinho das crianças e esse é um meio válido como qualquer outro. Mas imagine o cidadão que vai a um workshop desses pensando em se tornar o próximo Machado de Assis, só que não consegue criar duas frases minimamente interessantes. Ele vai aprender todas as técnicas, todos os macetes, todas as firulas, e vai... escrever um livro medíocre. Simplesmente porque a verdadeira arte não pode ser ensinada; é uma espécie de dom, ou você tem ou não tem. Pode-se aprimorar o dom, domá-lo, tirar-se dele o melhor proveito possível, mas não se pode simplesmente transferi-lo a outrem como se fosse uma receita de bolo.
E o pior é que as tais "técnicas" para escrever ficção só funcionam para produzir sub-literatura. Nenhum escritor digno desse nome se debruçaria sobre tais técnicas para criar sua obra, simplesmente porque a arte prescinde de regras que podem ser usadas como... bem, como uma receita de bolo. Os grandes artistas se destacaram por produzir obras que desafiaram o senso comum: Monet foi ridicularizado pelos primeiros críticos por seus quadros que pareciam "borrões", James Joyce continua a desafiar leitores no mundo todo com o imortal "Ulisses", Beethoven espantou o mundo abrindo novos caminhos para a música clássica. É óbvio que nem todo artista tem que ser um gênio; há e deve haver espaço para a arte que segue os passos abertos por desbravadores. Mas aqui falamos de arte, coisa muito diferente do que o workshop do nosso amigo Júlio Rocha propõe.
De mais a mais, eu estaria sendo apenas ingênuo se julgasse que todos os que comparecerem ao tal workshop possuem ambições artísticas ou desejam ser "o próximo Machado de Assis". A julgar pelo nível de mediocridade que hoje assola o planeta, é mais provável que eles se contentem em ser genéricos de Dan Brown (aquele do "Código da Vinci") ou apagados imitadores de Sidney Sheldon.
Portanto, sr. Rocha, boa sorte com o seu workshop. Faça-me ao menos um favor: estimule seus alunos a lerem ao menos algumas linhas de Melville, quiçá algumas páginas de Baudelaire, quem sabe alguns parágrafos de Graciliano Ramos. Talvez um deles escape e se torne um artista. Os outros vão se espremer no mercado dos 'Códigos', 'Segredos' e 'Crepúsculos' da vida.
Então, de repente, abro meus emails hoje e dou de cara com um spam que anuncia um "workshop de técnicas para escrever ficção". O remetente é um tal Júlio Rocha, que aparentemente promete ensinar as técnicas dos escritores de sucesso a qualquer um que queira se tornar escritor. Ele ensina como criar personagens "inesquecíveis", como escrever diálogos "inteligentes", como trabalhar sentidos e emoções no texto, e mais um monte de detalhes, incluindo "inícios e finais impactantes".
Em resumo: se você não tem o talento, então aprenda as técnicas e escreva um best-seller.
É um fato que para tudo o que se faz existe uma técnica que pode ser aprendida. Eu não sei chongas sobre conserto de motores, mas posso aprender as técnicas para fazê-lo. Também estou longe de ser um instrumentista, mas qualquer um pode aprender uns acordes básicos e arranhar um violão ou uma guitarra. O problema é que a técnica ensina tudo, menos o principal: a arte. A arte depende do talento.
Quando mais novo, eu tentei pintar quadros a óleo. Meus pais até me ajudaram, comprando uns fascículos que ensinavam o básico da profissão: como fazer esboços, como usar tintas e pincéis etc. Não consegui ir muito além de uma cópia mal ajambrada de um quadro de Van Gogh e de uma natureza morta que parecia particularmente morta (e espero que tenha sido enterrada). Descobri ali que eu era muito melhor ao inventar descrições sarcásticas para os meus quadros do que para propriamente pintá-los. Se eu tivesse persistido, não tenho dúvidas de que conseguiria sair daquele estágio e produzir coisas até visualmente agradáveis. Mas "visualmente agradável" não equivale a "artístico" e eu nunca conseguiria continuar sabendo que não passaria de um pintor medíocre. Eu não tinha talento para a pintura.
E aqui voltamos ao bem-intencionado spam que eu recebi. O sujeito que oferece o workshop está na dele, certamente precisa comprar o leitinho das crianças e esse é um meio válido como qualquer outro. Mas imagine o cidadão que vai a um workshop desses pensando em se tornar o próximo Machado de Assis, só que não consegue criar duas frases minimamente interessantes. Ele vai aprender todas as técnicas, todos os macetes, todas as firulas, e vai... escrever um livro medíocre. Simplesmente porque a verdadeira arte não pode ser ensinada; é uma espécie de dom, ou você tem ou não tem. Pode-se aprimorar o dom, domá-lo, tirar-se dele o melhor proveito possível, mas não se pode simplesmente transferi-lo a outrem como se fosse uma receita de bolo.
E o pior é que as tais "técnicas" para escrever ficção só funcionam para produzir sub-literatura. Nenhum escritor digno desse nome se debruçaria sobre tais técnicas para criar sua obra, simplesmente porque a arte prescinde de regras que podem ser usadas como... bem, como uma receita de bolo. Os grandes artistas se destacaram por produzir obras que desafiaram o senso comum: Monet foi ridicularizado pelos primeiros críticos por seus quadros que pareciam "borrões", James Joyce continua a desafiar leitores no mundo todo com o imortal "Ulisses", Beethoven espantou o mundo abrindo novos caminhos para a música clássica. É óbvio que nem todo artista tem que ser um gênio; há e deve haver espaço para a arte que segue os passos abertos por desbravadores. Mas aqui falamos de arte, coisa muito diferente do que o workshop do nosso amigo Júlio Rocha propõe.
De mais a mais, eu estaria sendo apenas ingênuo se julgasse que todos os que comparecerem ao tal workshop possuem ambições artísticas ou desejam ser "o próximo Machado de Assis". A julgar pelo nível de mediocridade que hoje assola o planeta, é mais provável que eles se contentem em ser genéricos de Dan Brown (aquele do "Código da Vinci") ou apagados imitadores de Sidney Sheldon.
Portanto, sr. Rocha, boa sorte com o seu workshop. Faça-me ao menos um favor: estimule seus alunos a lerem ao menos algumas linhas de Melville, quiçá algumas páginas de Baudelaire, quem sabe alguns parágrafos de Graciliano Ramos. Talvez um deles escape e se torne um artista. Os outros vão se espremer no mercado dos 'Códigos', 'Segredos' e 'Crepúsculos' da vida.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O "Nelsongate"
Eu não ia mais escrever sobre F1 aqui neste blog, mas como o Cockpit está parado e vai passar por uma reforma para a temporada 2010, tenho de comentar aqui o maior escândalo dos últimos tempos na Fórmula 1: o "Nelsongate", que nada mais é do que a confissão feita por Nelsinho Piquet de que o acidente que ele sofreu em Cingapura, na temporada 2008, e que provocou a entrada do carro de segurança, foi causado propositalmente por ele mesmo, sob ordens da equipe Renault, para favorecer o companheiro de time, Fernando Alonso (que acabou vencendo a corrida).
Muita tinta virtual já foi gasta sobre o tema e eu não vou repetir tudo aqui (a esta altura dos acontecimentos, quem não sabe do que se trata pode conferir, por exemplo, neste link).
O fato é que o escândalo acabou derrubando ainda mais a credibilidade da F1, já tão abalada por outros escândalos recentes, e acabou levando à demissão dos dois manda-chuvas da equipe Renault, Flavio Briatore e Pat Symonds. Além de provavelmente ter enterrado a carreira da Nelsinho Piquet como piloto de Fórmula 1.
Duas considerações logo de cara: o que leva um piloto a aceitar participar de uma trama sórdida como essa? E como confiar de novo nos resultados de um esporte no qual, aparentemente, vale tudo para se levar vantagem?
Nelsinho Piquet diz que estava sob intensa pressão da escuderia, que estava "mentalmente frágil" (hum... sei) e que fez o que fez porque achou que isso lhe garantiria mais um ano de contrato. Nenhuma das razões, obviamente, serve para justificar tamanha estupidez. Piquet Jr. me parece ser aquele piloto mimado, filhinho de papai, que sempre teve tudo o que quis (papai Piquet sempre bancou a carreira do filho com equipes próprias) e que, na hora de tomar uma decisão que exigia maturidade, escorregou feio (literalmente). Tivesse um pouco mais de fibra moral e pelo menos teria pensado duas vezes antes de fazer o que fez.
Que Briatore não é lá flor que se cheire é algo sabido e conhecido de todos, mormente aqueles que trabalham na F1. Por mais que eu seja fã de Schumacher, não posso evitar de pensar que pelo menos um dos campeonatos dele, o primeiro, de 1994, pode muito bem ter sido ganho na base da mão grande, já que havia suspeitas na época de que a Benetton usava auxílios eletrônicos proibidos pelo regulamento daquele ano. O que veio à tona no Nelsongate só reforça agora essa suspeita.
A F1 agora terá de lidar com a desconfiança generalizada de todos os que já achavam que o esporte não era lá muito católico. Eu, particularmente, não acho que a F1 seja um antro de mafiosos dispostos a vender até a própria mãe para faturar uns pontinhos a mais no campeonato, mas vai ser impossível ver alguma manobra mais estranha durante uma prova e não pensar: "ih, será que é armação?" Pra piorar, o ex-piloto Eddie Irvine disse que trapaças são coisa corriqueira na F1 e o também ex-piloto (e campeão em 1996) Damon Hill disse que há muita coisa que precisa ser investigada no esporte. Não sei se dá pra levar totalmente a sério o que diz Irvine (ele sempre foi chegado numa declaração polêmica), mas Hill me parece uma fonte mais confiável.
Na verdade, não é de hoje que a bandalheira corre solta na F1. Basta lembrar de episódios do passado, como as batidas intencionais de Senna e Prost, as malandragens de Schumi, o episódio entre Schumacher e Barrichello na Áustria, em 2002, e a sacanagem de Alonso com Hamilton (e vice-versa) em 2007. A diferença, porém, é que esses episódios eram escancarados, estavam lá pra todo mundo ver, e poderiam ser debitados na conta da intensa competitividade que marca o esporte. O Nelsongate foi uma trapaça no sentido clássico do termo, feita por debaixo dos panos e que poderia inclusive ter mudado a história do campeonato do ano passado se a Ferrari não tivesse feito merda com Felipe Massa naquela corrida.
Para piorar as coisas, a FIA resolveu aceitar a inscrição de equipes suspeitíssimas, controladas por grupos ainda mais suspeitos (veja aqui e aqui), dando a maior pinta de que vão aproveitar o automobilismo para lavar dinheiro sujo. Ou seja, a coisa vai de mal a pior.
Piquetzinho e Briatore muito provavelmente encerraram suas carreiras na F1; resta saber até quando iremos esperar pelo próximo escândalo.
Muita tinta virtual já foi gasta sobre o tema e eu não vou repetir tudo aqui (a esta altura dos acontecimentos, quem não sabe do que se trata pode conferir, por exemplo, neste link).
O fato é que o escândalo acabou derrubando ainda mais a credibilidade da F1, já tão abalada por outros escândalos recentes, e acabou levando à demissão dos dois manda-chuvas da equipe Renault, Flavio Briatore e Pat Symonds. Além de provavelmente ter enterrado a carreira da Nelsinho Piquet como piloto de Fórmula 1.
Duas considerações logo de cara: o que leva um piloto a aceitar participar de uma trama sórdida como essa? E como confiar de novo nos resultados de um esporte no qual, aparentemente, vale tudo para se levar vantagem?
Nelsinho Piquet diz que estava sob intensa pressão da escuderia, que estava "mentalmente frágil" (hum... sei) e que fez o que fez porque achou que isso lhe garantiria mais um ano de contrato. Nenhuma das razões, obviamente, serve para justificar tamanha estupidez. Piquet Jr. me parece ser aquele piloto mimado, filhinho de papai, que sempre teve tudo o que quis (papai Piquet sempre bancou a carreira do filho com equipes próprias) e que, na hora de tomar uma decisão que exigia maturidade, escorregou feio (literalmente). Tivesse um pouco mais de fibra moral e pelo menos teria pensado duas vezes antes de fazer o que fez.
Que Briatore não é lá flor que se cheire é algo sabido e conhecido de todos, mormente aqueles que trabalham na F1. Por mais que eu seja fã de Schumacher, não posso evitar de pensar que pelo menos um dos campeonatos dele, o primeiro, de 1994, pode muito bem ter sido ganho na base da mão grande, já que havia suspeitas na época de que a Benetton usava auxílios eletrônicos proibidos pelo regulamento daquele ano. O que veio à tona no Nelsongate só reforça agora essa suspeita.
A F1 agora terá de lidar com a desconfiança generalizada de todos os que já achavam que o esporte não era lá muito católico. Eu, particularmente, não acho que a F1 seja um antro de mafiosos dispostos a vender até a própria mãe para faturar uns pontinhos a mais no campeonato, mas vai ser impossível ver alguma manobra mais estranha durante uma prova e não pensar: "ih, será que é armação?" Pra piorar, o ex-piloto Eddie Irvine disse que trapaças são coisa corriqueira na F1 e o também ex-piloto (e campeão em 1996) Damon Hill disse que há muita coisa que precisa ser investigada no esporte. Não sei se dá pra levar totalmente a sério o que diz Irvine (ele sempre foi chegado numa declaração polêmica), mas Hill me parece uma fonte mais confiável.
Na verdade, não é de hoje que a bandalheira corre solta na F1. Basta lembrar de episódios do passado, como as batidas intencionais de Senna e Prost, as malandragens de Schumi, o episódio entre Schumacher e Barrichello na Áustria, em 2002, e a sacanagem de Alonso com Hamilton (e vice-versa) em 2007. A diferença, porém, é que esses episódios eram escancarados, estavam lá pra todo mundo ver, e poderiam ser debitados na conta da intensa competitividade que marca o esporte. O Nelsongate foi uma trapaça no sentido clássico do termo, feita por debaixo dos panos e que poderia inclusive ter mudado a história do campeonato do ano passado se a Ferrari não tivesse feito merda com Felipe Massa naquela corrida.
Para piorar as coisas, a FIA resolveu aceitar a inscrição de equipes suspeitíssimas, controladas por grupos ainda mais suspeitos (veja aqui e aqui), dando a maior pinta de que vão aproveitar o automobilismo para lavar dinheiro sujo. Ou seja, a coisa vai de mal a pior.
Piquetzinho e Briatore muito provavelmente encerraram suas carreiras na F1; resta saber até quando iremos esperar pelo próximo escândalo.
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