sábado, 29 de maio de 2010

Dennis Hopper, 1936-2010


Morreu hoje Dennis Hopper, eterno enfant terrible do cinema norte-americano. Hopper era mais conhecido por ter dirigido e estrelado o fílme-ícone da contracultura dos anos 60, Easy Rider (Sem Destino), de 1969. Só por esse filme o velho Hopper já mereceria meu respeito. Descanse em paz.
Dennis Hopper (à esquerda) e Peter Fonda em cena do filme "Easy Rider" ("Sem Destino")

domingo, 16 de maio de 2010

Da série "Porque eu amo a guitarra elétrica"

Com o perdão da expressão, guitarra é foda. :)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Às vezes o tempo...

... parece escorregar de minhas mãos como se areia fosse, a se despedaçar no chão entre as correntes que me prendem os pés. Às vezes o horror de tudo isto se materializa claramente diante de mim, quase como um espectro, e às vezes não passa de um borrão, uma mancha rápida que permanece por um segundo na retina.

Às vezes o calabouço dos meus sonhos é meticulosamente limpo e asseado, como se um novo hóspede fosse esperado, e às vezes é uma masmorra de longas e velhas tristezas, abandonada e arruinada pelo tempo.

Às vezes tudo é excessivo, tudo é peso, tudo se foi. E às vezes tudo possui a leveza inatingível do hidrogênio, tudo é um sonho, um sonho calmo e superficial, um abrir e fechar de pálpebras, um momento antes do despertar.

sábado, 20 de março de 2010

Wagner & Beethoven

Wagner & Beethoven, talvez a melhor tirinha brasileira de humor na atualidade:




















































terça-feira, 9 de março de 2010

Sobre Abismos e Encruzilhadas

Vamos aos fatos: minha vida é um caos mais ou menos organizado e coerente. Parece esquisito e é. Parece contraditório e é. Certamente não parece bom, e não é.

Durante muito tempo eu venho procurando algo mas não sei exatamente o que é. Em momentos diversos da vida, esse algo já me pareceu ser a normalidade, o conforto, a felicidade, a morte e outras coisas semelhantes. Eu continuo sem saber. E nessa perpétua confusão eu não posso caminhar na direção de coisa alguma, porque todos os caminhos nunca levarão a lugar nenhum.

Eu me sinto como um sujeito que chega até a beira do abismo decidido a pular, mas aí sente uma enorme preguiça de fazê-lo e simplesmente fica ali olhando. O pior é que não se trata de medo. Trata-se apenas de indiferença. Como se pular ou não pular tivessem o mesmo significado. E é óbvio que não têm. Portanto, vamos adiar o pulo ou o não-pulo para tentar descobrir porque ambas as coisas parecem ter o mesmo significado.

O papo está muito cabeça? Foda-se. Não está gostando, vai ler Caras.

Nesse enevoado - ou emaranhado - de possíveis rotas e significados, não adianta tentar escolher um rumo; as palavras mais inequívocas parecem adquirir conotações distintas e tudo se transforma num imenso borrão.

Então eu recuo para dentro da minha concha. Eu me acomodo entre as paredes altas e espessas que ergui entre mim e o mundo exterior. E de lá eu apenas observo, observo a movimentação das pessoas, a azáfama do cotidiano, espantado com os interesses pequenos e mesquinhos de todos e, ao mesmo tempo (isto é essencial), desejando me contentar apenas com esses interesses, ansiando por aquele apaziguamento dos sentidos, aquele entorpecimento da alma que a maioria parece desfrutar. E eles nem ao menos são felizes, são "mais ou menos" felizes, pois a alma verdadeiramente feliz não é entorpecida, não é amorfa, inodora, incolor e insípida.

Falta-me maturidade? Talvez. Mas a maturidade que me falta será a dos caminhos seguros, das macarronadas de domingo, das prestações da casa própria, da listinha de compras semanais? Eu não saberia dizer, honestamente. E, embora eu fale desta maturidade com aparente ironia, meu desejo de vivê-la é sincero, pois é honesta a minha crença de que felizes são os conformados, as ovelhas, os mansos - pois deles será o reino da tranquilidade.

Portanto, voltamos à indefinição original. Se eu nada sei de concreto a respeito do que procuro, como procurá-lo? Como olhar para a encruzilhada e dizer: o caminho a seguir é este?

Mas se a teoria me faz pensar tais coisas, a prática me indica ao menos que um caminho eu já estou a seguir: aquele longo e tortuoso caminho que vai para a Transilvânia. Resta apenas saber se isso serve ou não de consolo. Eu estaria inclinado a dizer que não.

Nas palavras de Friedrich Nietzsche: "Quem deve enfrentar monstros deve permanecer atento para não se tornar também um monstro. Se olhares demasiado tempo dentro de um abismo, o abismo acabará por olhar dentro de ti."

Talvez eu esteja a olhar demasiadamente para dentro do abismo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Requiescat in Pace

J. D. Salinger, 1919-2010






















Que a terra lhe seja leve.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Relembrando

O vídeo é de má qualidade (aumenta que isso aí é rock'n'roll, meu filho!), mas dá pra ter uma idéia do Violeta de Outono, uma banda paulistana dos anos 80 que foi a melhor cópia de rock inglês já feita em terra brasilis.

A música, "Dia Eterno", pode ser definida como a melhor música que o Echo & The Bunnymen nunca gravou. ;-)