Eu me meti neste ofício de escrever já há muitos anos, e, embora minha produção não seja caudalosa, gosto de pensar que o que escrevo ao menos tem alguma arte.
Então, de repente, abro meus emails hoje e dou de cara com um spam que anuncia um "workshop de técnicas para escrever ficção". O remetente é um tal Júlio Rocha, que aparentemente promete ensinar as técnicas dos escritores de sucesso a qualquer um que queira se tornar escritor. Ele ensina como criar personagens "inesquecíveis", como escrever diálogos "inteligentes", como trabalhar sentidos e emoções no texto, e mais um monte de detalhes, incluindo "inícios e finais impactantes".
Em resumo: se você não tem o talento, então aprenda as técnicas e escreva um best-seller.
É um fato que para tudo o que se faz existe uma técnica que pode ser aprendida. Eu não sei chongas sobre conserto de motores, mas posso aprender as técnicas para fazê-lo. Também estou longe de ser um instrumentista, mas qualquer um pode aprender uns acordes básicos e arranhar um violão ou uma guitarra. O problema é que a técnica ensina tudo, menos o principal: a arte. A arte depende do talento.
Quando mais novo, eu tentei pintar quadros a óleo. Meus pais até me ajudaram, comprando uns fascículos que ensinavam o básico da profissão: como fazer esboços, como usar tintas e pincéis etc. Não consegui ir muito além de uma cópia mal ajambrada de um quadro de Van Gogh e de uma natureza morta que parecia particularmente morta (e espero que tenha sido enterrada). Descobri ali que eu era muito melhor ao inventar descrições sarcásticas para os meus quadros do que para propriamente pintá-los. Se eu tivesse persistido, não tenho dúvidas de que conseguiria sair daquele estágio e produzir coisas até visualmente agradáveis. Mas "visualmente agradável" não equivale a "artístico" e eu nunca conseguiria continuar sabendo que não passaria de um pintor medíocre. Eu não tinha talento para a pintura.
E aqui voltamos ao bem-intencionado spam que eu recebi. O sujeito que oferece o workshop está na dele, certamente precisa comprar o leitinho das crianças e esse é um meio válido como qualquer outro. Mas imagine o cidadão que vai a um workshop desses pensando em se tornar o próximo Machado de Assis, só que não consegue criar duas frases minimamente interessantes. Ele vai aprender todas as técnicas, todos os macetes, todas as firulas, e vai... escrever um livro medíocre. Simplesmente porque a verdadeira arte não pode ser ensinada; é uma espécie de dom, ou você tem ou não tem. Pode-se aprimorar o dom, domá-lo, tirar-se dele o melhor proveito possível, mas não se pode simplesmente transferi-lo a outrem como se fosse uma receita de bolo.
E o pior é que as tais "técnicas" para escrever ficção só funcionam para produzir sub-literatura. Nenhum escritor digno desse nome se debruçaria sobre tais técnicas para criar sua obra, simplesmente porque a arte prescinde de regras que podem ser usadas como... bem, como uma receita de bolo. Os grandes artistas se destacaram por produzir obras que desafiaram o senso comum: Monet foi ridicularizado pelos primeiros críticos por seus quadros que pareciam "borrões", James Joyce continua a desafiar leitores no mundo todo com o imortal "Ulisses", Beethoven espantou o mundo abrindo novos caminhos para a música clássica. É óbvio que nem todo artista tem que ser um gênio; há e deve haver espaço para a arte que segue os passos abertos por desbravadores. Mas aqui falamos de arte, coisa muito diferente do que o workshop do nosso amigo Júlio Rocha propõe.
De mais a mais, eu estaria sendo apenas ingênuo se julgasse que todos os que comparecerem ao tal workshop possuem ambições artísticas ou desejam ser "o próximo Machado de Assis". A julgar pelo nível de mediocridade que hoje assola o planeta, é mais provável que eles se contentem em ser genéricos de Dan Brown (aquele do "Código da Vinci") ou apagados imitadores de Sidney Sheldon.
Portanto, sr. Rocha, boa sorte com o seu workshop. Faça-me ao menos um favor: estimule seus alunos a lerem ao menos algumas linhas de Melville, quiçá algumas páginas de Baudelaire, quem sabe alguns parágrafos de Graciliano Ramos. Talvez um deles escape e se torne um artista. Os outros vão se espremer no mercado dos 'Códigos', 'Segredos' e 'Crepúsculos' da vida.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O "Nelsongate"
Eu não ia mais escrever sobre F1 aqui neste blog, mas como o Cockpit está parado e vai passar por uma reforma para a temporada 2010, tenho de comentar aqui o maior escândalo dos últimos tempos na Fórmula 1: o "Nelsongate", que nada mais é do que a confissão feita por Nelsinho Piquet de que o acidente que ele sofreu em Cingapura, na temporada 2008, e que provocou a entrada do carro de segurança, foi causado propositalmente por ele mesmo, sob ordens da equipe Renault, para favorecer o companheiro de time, Fernando Alonso (que acabou vencendo a corrida).
Muita tinta virtual já foi gasta sobre o tema e eu não vou repetir tudo aqui (a esta altura dos acontecimentos, quem não sabe do que se trata pode conferir, por exemplo, neste link).
O fato é que o escândalo acabou derrubando ainda mais a credibilidade da F1, já tão abalada por outros escândalos recentes, e acabou levando à demissão dos dois manda-chuvas da equipe Renault, Flavio Briatore e Pat Symonds. Além de provavelmente ter enterrado a carreira da Nelsinho Piquet como piloto de Fórmula 1.
Duas considerações logo de cara: o que leva um piloto a aceitar participar de uma trama sórdida como essa? E como confiar de novo nos resultados de um esporte no qual, aparentemente, vale tudo para se levar vantagem?
Nelsinho Piquet diz que estava sob intensa pressão da escuderia, que estava "mentalmente frágil" (hum... sei) e que fez o que fez porque achou que isso lhe garantiria mais um ano de contrato. Nenhuma das razões, obviamente, serve para justificar tamanha estupidez. Piquet Jr. me parece ser aquele piloto mimado, filhinho de papai, que sempre teve tudo o que quis (papai Piquet sempre bancou a carreira do filho com equipes próprias) e que, na hora de tomar uma decisão que exigia maturidade, escorregou feio (literalmente). Tivesse um pouco mais de fibra moral e pelo menos teria pensado duas vezes antes de fazer o que fez.
Que Briatore não é lá flor que se cheire é algo sabido e conhecido de todos, mormente aqueles que trabalham na F1. Por mais que eu seja fã de Schumacher, não posso evitar de pensar que pelo menos um dos campeonatos dele, o primeiro, de 1994, pode muito bem ter sido ganho na base da mão grande, já que havia suspeitas na época de que a Benetton usava auxílios eletrônicos proibidos pelo regulamento daquele ano. O que veio à tona no Nelsongate só reforça agora essa suspeita.
A F1 agora terá de lidar com a desconfiança generalizada de todos os que já achavam que o esporte não era lá muito católico. Eu, particularmente, não acho que a F1 seja um antro de mafiosos dispostos a vender até a própria mãe para faturar uns pontinhos a mais no campeonato, mas vai ser impossível ver alguma manobra mais estranha durante uma prova e não pensar: "ih, será que é armação?" Pra piorar, o ex-piloto Eddie Irvine disse que trapaças são coisa corriqueira na F1 e o também ex-piloto (e campeão em 1996) Damon Hill disse que há muita coisa que precisa ser investigada no esporte. Não sei se dá pra levar totalmente a sério o que diz Irvine (ele sempre foi chegado numa declaração polêmica), mas Hill me parece uma fonte mais confiável.
Na verdade, não é de hoje que a bandalheira corre solta na F1. Basta lembrar de episódios do passado, como as batidas intencionais de Senna e Prost, as malandragens de Schumi, o episódio entre Schumacher e Barrichello na Áustria, em 2002, e a sacanagem de Alonso com Hamilton (e vice-versa) em 2007. A diferença, porém, é que esses episódios eram escancarados, estavam lá pra todo mundo ver, e poderiam ser debitados na conta da intensa competitividade que marca o esporte. O Nelsongate foi uma trapaça no sentido clássico do termo, feita por debaixo dos panos e que poderia inclusive ter mudado a história do campeonato do ano passado se a Ferrari não tivesse feito merda com Felipe Massa naquela corrida.
Para piorar as coisas, a FIA resolveu aceitar a inscrição de equipes suspeitíssimas, controladas por grupos ainda mais suspeitos (veja aqui e aqui), dando a maior pinta de que vão aproveitar o automobilismo para lavar dinheiro sujo. Ou seja, a coisa vai de mal a pior.
Piquetzinho e Briatore muito provavelmente encerraram suas carreiras na F1; resta saber até quando iremos esperar pelo próximo escândalo.
Muita tinta virtual já foi gasta sobre o tema e eu não vou repetir tudo aqui (a esta altura dos acontecimentos, quem não sabe do que se trata pode conferir, por exemplo, neste link).
O fato é que o escândalo acabou derrubando ainda mais a credibilidade da F1, já tão abalada por outros escândalos recentes, e acabou levando à demissão dos dois manda-chuvas da equipe Renault, Flavio Briatore e Pat Symonds. Além de provavelmente ter enterrado a carreira da Nelsinho Piquet como piloto de Fórmula 1.
Duas considerações logo de cara: o que leva um piloto a aceitar participar de uma trama sórdida como essa? E como confiar de novo nos resultados de um esporte no qual, aparentemente, vale tudo para se levar vantagem?
Nelsinho Piquet diz que estava sob intensa pressão da escuderia, que estava "mentalmente frágil" (hum... sei) e que fez o que fez porque achou que isso lhe garantiria mais um ano de contrato. Nenhuma das razões, obviamente, serve para justificar tamanha estupidez. Piquet Jr. me parece ser aquele piloto mimado, filhinho de papai, que sempre teve tudo o que quis (papai Piquet sempre bancou a carreira do filho com equipes próprias) e que, na hora de tomar uma decisão que exigia maturidade, escorregou feio (literalmente). Tivesse um pouco mais de fibra moral e pelo menos teria pensado duas vezes antes de fazer o que fez.
Que Briatore não é lá flor que se cheire é algo sabido e conhecido de todos, mormente aqueles que trabalham na F1. Por mais que eu seja fã de Schumacher, não posso evitar de pensar que pelo menos um dos campeonatos dele, o primeiro, de 1994, pode muito bem ter sido ganho na base da mão grande, já que havia suspeitas na época de que a Benetton usava auxílios eletrônicos proibidos pelo regulamento daquele ano. O que veio à tona no Nelsongate só reforça agora essa suspeita.
A F1 agora terá de lidar com a desconfiança generalizada de todos os que já achavam que o esporte não era lá muito católico. Eu, particularmente, não acho que a F1 seja um antro de mafiosos dispostos a vender até a própria mãe para faturar uns pontinhos a mais no campeonato, mas vai ser impossível ver alguma manobra mais estranha durante uma prova e não pensar: "ih, será que é armação?" Pra piorar, o ex-piloto Eddie Irvine disse que trapaças são coisa corriqueira na F1 e o também ex-piloto (e campeão em 1996) Damon Hill disse que há muita coisa que precisa ser investigada no esporte. Não sei se dá pra levar totalmente a sério o que diz Irvine (ele sempre foi chegado numa declaração polêmica), mas Hill me parece uma fonte mais confiável.
Na verdade, não é de hoje que a bandalheira corre solta na F1. Basta lembrar de episódios do passado, como as batidas intencionais de Senna e Prost, as malandragens de Schumi, o episódio entre Schumacher e Barrichello na Áustria, em 2002, e a sacanagem de Alonso com Hamilton (e vice-versa) em 2007. A diferença, porém, é que esses episódios eram escancarados, estavam lá pra todo mundo ver, e poderiam ser debitados na conta da intensa competitividade que marca o esporte. O Nelsongate foi uma trapaça no sentido clássico do termo, feita por debaixo dos panos e que poderia inclusive ter mudado a história do campeonato do ano passado se a Ferrari não tivesse feito merda com Felipe Massa naquela corrida.
Para piorar as coisas, a FIA resolveu aceitar a inscrição de equipes suspeitíssimas, controladas por grupos ainda mais suspeitos (veja aqui e aqui), dando a maior pinta de que vão aproveitar o automobilismo para lavar dinheiro sujo. Ou seja, a coisa vai de mal a pior.
Piquetzinho e Briatore muito provavelmente encerraram suas carreiras na F1; resta saber até quando iremos esperar pelo próximo escândalo.
domingo, 13 de setembro de 2009
Pode ir ao banheiro que você não vai perder nada
Sabe quando você abusa do refrigerante no cinema e depois do início do filme você fica se retorcendo na cadeira, morrendo de vontade de ir ao banheiro tirar água do joelho, mas tem medo de perder alguma cena importante? Seus problemas acabaram!
Alguém teve a idéia de criar o site RunPee.com (em inglês), que avisa a você quando é seguro sair da sala para dar aquela mijadinha sem correr o risco de perder alguma cena importante. O site apresenta uma lista de filmes (a maioria são filmes recentes, que estão em cartaz nos cinemas) e cada um tem seus momentos onde o espectador com a bexiga cheia pode se aliviar sem medo. No caso do filme mais recente de Harry Potter, por exemplo, há nada menos do que cinco chances de sair para urinar sem perder nada de importante. Já no caso de "O Sequestro do Metrô", com Denzel Washington e John Travolta, há apenas três chances de escapulir rumo ao WC.
Para quem sabe inglês e conhece os filmes citados, é uma brincadeira divertida ver o que o autor (ou autores) do site considera como "cenas desimportantes" dos filmes.
Alguém teve a idéia de criar o site RunPee.com (em inglês), que avisa a você quando é seguro sair da sala para dar aquela mijadinha sem correr o risco de perder alguma cena importante. O site apresenta uma lista de filmes (a maioria são filmes recentes, que estão em cartaz nos cinemas) e cada um tem seus momentos onde o espectador com a bexiga cheia pode se aliviar sem medo. No caso do filme mais recente de Harry Potter, por exemplo, há nada menos do que cinco chances de sair para urinar sem perder nada de importante. Já no caso de "O Sequestro do Metrô", com Denzel Washington e John Travolta, há apenas três chances de escapulir rumo ao WC.
Para quem sabe inglês e conhece os filmes citados, é uma brincadeira divertida ver o que o autor (ou autores) do site considera como "cenas desimportantes" dos filmes.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Beatlemania de volta?
Ontem, 09/09/09 (data interessante), a Beatlemania pôs as manguinhas de fora, com filas quilométricas para dois lançamentos relacionados aos Beatles: o jogo The Beatles - Rock Band (que é o mais recente da franquia Rock Band, sendo este inteiramente dedicado ao Fab Four), e toda a discografia oficial da banda em CD com novas remasterizações - para quem não sabe, a única edição em CD da discografia dos Beatles data de 1987 e muitos fãs a consideram insatisfatória em relação aos discos originais de vinil.
Como bom admirador da banda, eu já estou babando para adquirir os CDs (não tenho nenhum interesse no jogo), mas parece que o pacote completo vai custar os olhos da cara. Melhor ir comprando devagar.
Um dos grandes problemas ao se adquirir CDs remasterizados dos Beatles é a velha polêmica entre as versões em mono e em estéreo. Na época em que a banda gravou seus discos, a tecnologia para se gravar em estéreo não existia ou era excessivamente primitiva. Os próprios Beatles nunca deram muita bola para as versões em estéreo de seus discos; eles só supervisionavam a mixagem em mono. Quando a gravadora lançou as primeiras versões em CD, foram feitas novas mixagens em estéreo, e uma boa parcela dos fãs acha que essas mixagens são inferiores às versões em mono. Agora, parece que houve um cuidado maior com os novos lançamentos; parece que desde 2005 os discos vêm sendo remixados novamente em estéreo, num trabalho mais meticuloso e dedicado para manter o máximo de fidelidade ao som original.
Polêmica à parte, o pacote é apetitoso... e caro. Vai ter de ser adquirido aos pouquinhos.
Um espírito de porco perguntaria: "ah, por que você simplesmente não baixa as músicas em MP3 e queima tudo em CD"? Minha resposta: eu já fiz isso, mas o resultado final é insatisfatório; quando a gente gosta de uma banda, vale a pena ter os CDs originais.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
1000 toneladas de marketing
Você já ouvir falar de Avatar, o novo filme de James Cameron (diretor de Titanic)? Não? Então me conta como foram suas férias em Marte. Avatar vem sendo martelado vigorosamente pelos estúdios Fox, usando a prodigiosa máquina de 1000 toneladas de marketing, cujo objetivo é tentar vender o filme como "imperdível" e assim tentar recuperar o custo da produção (algo acima de 200 milhões de dólares, segundo dizem alguns).
Mas o que é Avatar? Ao que parece, trata-se de um "épico de ficção científica" feito quase todo em CGI (animação computadorizada) que, assim nos prometem os magos do marketing, irá extrapolar todos os limites do realismo em animações geradas por computador.
O problema, para mim, é que o trailer disponível na rede me deixou assim... como direi?... não muito esperançoso. Não parece ser nada demais. A animação em CGI parece... animação em CGI. E o design dos alienígenas parece ter saído de algum filme da Disney - ou, como alguns maldosamente disseram, parece "uma reunião da família do Jar Jar Binks". Em resumo, parece que é muito barulho por nada. Mas as 1000 toneladas de marketing que ameaçam deslocar o planeta de sua órbita (marketing este que só deve aumentar até dezembro, quando o filme será lançado) tenta nos vender a idéia de que estamos diante de um impressionante evento cultural. Sei.
Veja o trailer e tire suas próprias conclusões.
(Em tempo: Não me escapa a ironia de que, ao repercutir no blog sobre o filme, eu me torno colaborador da máquina de 1000 toneladas de marketing, mas fazer o quê?)
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
As pessoas normais
Eu havia prometido que iria escrever algo sobre algumas horas passadas na companhia das pessoas "normais". E fiquei adiando essa tarefa porque eu não queria escrever algo que pudesse soar esnobe ou condescendente. Ainda estou em busca das palavras certas, mas o texto sairá em breve.
Vagabundagem chegando ao fim
Como tudo o que é bom na vida, as férias também acabam logo. E terei de retornar à tediosa rotina dos dias sem fim, ouvindo as mesmas velhas piadas e fazendo os mesmos velhos serviços de sempre.
Balanço final das férias? Um gosto de amargura, um número insuficiente de horas dedicadas ao meu hobby, uma sensação de solidão extrema. Nada com o que eu já não esteja acostumado.
Balanço final das férias? Um gosto de amargura, um número insuficiente de horas dedicadas ao meu hobby, uma sensação de solidão extrema. Nada com o que eu já não esteja acostumado.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
26 coisas que você aprende nos filmes
Para desanuviar o clima pesado dos últimos posts, segue uma lista das 26 coisas que você aprende nos filmes:
1. Grandes apartamentos (do tipo loft) na cidade de Nova York são acessíveis para a maioria das pessoas, empregadas ou não.
2. Quando se trata de gêmeos idênticos, pelo menos um dos irmãos é mau.
3. Se você precisar desativar uma bomba, não se preocupe com o fio que deve cortar. Você sempre vai escolher o fio certo.
4. A maioria dos laptops são poderosos o bastante para tomar o controle de sistemas de comunicação de sociedades alienígenas invasoras.
5. Não importa que você esteja em considerável desvantagem numa luta envolvendo artes marciais - seus inimigos vão esperar, pacientemente, pelo seu ataque, um por um, dançando ao seu redor ameaçadoramente enquanto você derruba seus predecessores.
6. Quando você apaga as luzes para dormir, tudo no seu quarto vai continuar claramente visível, apenas um pouco azulado.
7. Se você é loira e bonita, é possível se tornar uma especialista em fissão nuclear aos 22 anos.
8. Policiais honestos e trabalhadores tradicionalmente são baleados três dias antes da aposentadoria.
9. Ao invés de desperdiçar balas, megalomaníacos preferem matar seus arquinimigos usando complicados mecanismos envolvendo fusíveis, sistemas de polias, gases mortais, lasers e tubarões comedores de gente, o que dará ao prisioneiro pelo menos 20 minutos para escapar.
10. Durante qualquer investigação policial é necessária pelo menos uma visita a um clube de strip.
11. Toda cama tem lençóis em formato de L, que cobrem a mulher até a altura dos seios, mas apenas até a cintura do homem deitado ao lado dela.
12. Toda sacola de padaria tem, pelo menos, uma baguete.
13. É fácil para qualquer um pousar um avião, desde que tenha alguém na torre de controle passando as informações.
14. Uma vez aplicado, o batom não sai mais da boca, nem durante um mergulho.
15. É muito provável que você sobreviva a uma batalha em qualquer guerra, desde que você não cometa o erro de mostrar a foto da sua namorada para alguém.
16. Quando estão sozinhos, todos os militares estrangeiros preferem falar em inglês.
17. A Torre Eiffel pode ser vista de toda janela em Paris.
18. Um homem não vai demonstrar nenhuma dor enquanto leva a maior surra, mas vai choramingar quando uma mulher tentar limpar os ferimentos.
19. Se uma grande janela de vidro está visível, logo alguém será atirado contra ela.
20. Se você estiver numa casa mal assombrada, mulheres devem investigar qualquer ruido estranho usando sua lingerie mais reveladora.
21. Processadores de texto nunca mostram um cursor na tela, mas sempre mostrarão: "Digite sua senha".
22. Mesmo quando dirigir numa rodovia perfeitamente reta, é necessário virar o volante vigorosamente da direita para a esquerda em algum momento. Os pneus vão aderir a qualquer superfície, em qualquer velocidade.
23. Toda bomba é equipada com cronômetros eletrônicos de grandes visores vermelhos para você saber exatamente o momento em que vai explodir.
24. Um detetive só pode solucionar um caso depois de ser suspenso.
25. Se você decidir começar a dançar na rua, todo mundo que você encontrar vai saber todos os passos.
26. Departamentos de polícia aplicam testes de personalidade nos oficiais para ter certeza de designar parceiros totalmente opostos.
1. Grandes apartamentos (do tipo loft) na cidade de Nova York são acessíveis para a maioria das pessoas, empregadas ou não.
2. Quando se trata de gêmeos idênticos, pelo menos um dos irmãos é mau.
3. Se você precisar desativar uma bomba, não se preocupe com o fio que deve cortar. Você sempre vai escolher o fio certo.
4. A maioria dos laptops são poderosos o bastante para tomar o controle de sistemas de comunicação de sociedades alienígenas invasoras.
5. Não importa que você esteja em considerável desvantagem numa luta envolvendo artes marciais - seus inimigos vão esperar, pacientemente, pelo seu ataque, um por um, dançando ao seu redor ameaçadoramente enquanto você derruba seus predecessores.
6. Quando você apaga as luzes para dormir, tudo no seu quarto vai continuar claramente visível, apenas um pouco azulado.
7. Se você é loira e bonita, é possível se tornar uma especialista em fissão nuclear aos 22 anos.
8. Policiais honestos e trabalhadores tradicionalmente são baleados três dias antes da aposentadoria.
9. Ao invés de desperdiçar balas, megalomaníacos preferem matar seus arquinimigos usando complicados mecanismos envolvendo fusíveis, sistemas de polias, gases mortais, lasers e tubarões comedores de gente, o que dará ao prisioneiro pelo menos 20 minutos para escapar.
10. Durante qualquer investigação policial é necessária pelo menos uma visita a um clube de strip.
11. Toda cama tem lençóis em formato de L, que cobrem a mulher até a altura dos seios, mas apenas até a cintura do homem deitado ao lado dela.
12. Toda sacola de padaria tem, pelo menos, uma baguete.
13. É fácil para qualquer um pousar um avião, desde que tenha alguém na torre de controle passando as informações.
14. Uma vez aplicado, o batom não sai mais da boca, nem durante um mergulho.
15. É muito provável que você sobreviva a uma batalha em qualquer guerra, desde que você não cometa o erro de mostrar a foto da sua namorada para alguém.
16. Quando estão sozinhos, todos os militares estrangeiros preferem falar em inglês.
17. A Torre Eiffel pode ser vista de toda janela em Paris.
18. Um homem não vai demonstrar nenhuma dor enquanto leva a maior surra, mas vai choramingar quando uma mulher tentar limpar os ferimentos.
19. Se uma grande janela de vidro está visível, logo alguém será atirado contra ela.
20. Se você estiver numa casa mal assombrada, mulheres devem investigar qualquer ruido estranho usando sua lingerie mais reveladora.
21. Processadores de texto nunca mostram um cursor na tela, mas sempre mostrarão: "Digite sua senha".
22. Mesmo quando dirigir numa rodovia perfeitamente reta, é necessário virar o volante vigorosamente da direita para a esquerda em algum momento. Os pneus vão aderir a qualquer superfície, em qualquer velocidade.
23. Toda bomba é equipada com cronômetros eletrônicos de grandes visores vermelhos para você saber exatamente o momento em que vai explodir.
24. Um detetive só pode solucionar um caso depois de ser suspenso.
25. Se você decidir começar a dançar na rua, todo mundo que você encontrar vai saber todos os passos.
26. Departamentos de polícia aplicam testes de personalidade nos oficiais para ter certeza de designar parceiros totalmente opostos.
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