
Caiu-me nas mãos hoje um livrinho bem interessante, chamado "A Máquina - Michael Schumacher, o Melhor de Todos os Tempos", escrito pela jornalista Alicia Klein. Como fã do alemão, eu não poderia deixar passar barato.
Considero o livro assombroso por duas razões: primeiro, por ser uma peça de propaganda explícita do Schumacher em plena Terra Brasilis, onde, como sabemos, Ayrton Senna é venerado e tido como uma espécie de segunda encarnação de Cristo; e, em segundo lugar, por ter sido escrito por uma... brasileira?
Pois é, machismos à parte, quando é que se poderia imaginar encontrar uma brasileira que gosta de Fórmula 1 e ainda por cima é fã do Schumacher? Avis rara, diria eu.
Claro que o livro tem lá suas limitações como biografia, e não poderia ser diferente: nascido de um trabalho de conclusão do curso de jornalismo, falta-lhe a substância e o peso que só poderiam ser adicionados com entrevistas pessoais com as figuras envolvidas na história do alemão, a começar por ele próprio. Faltam algumas histórias saborosas de bastidores, que devem existir mas às quais a jovem autora, compreensivelmente, não tem acesso.
Isso não lhe tira o mérito de dar uma visão abrangente sobre a carreira de Schumacher, e, ainda por cima, ser uma leitura agradável, mesmo que baseada em fontes de segunda mão.
Ou seja, quem é fã de Fórmula 1 vai ao menos se divertir com o livro. Isso se não for um daqueles xiitas do Senna, para os quais o piloto brasileiro está sentado à direita de deus pai.
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